13/01/10

A menina que sorria a dormir

Era uma vez uma menina que só dormia se lhe contassem uma história ao longo da noite. Se parassem de a contar a Glória abria os olhos e dizia:
- " E depois e depois?" - " Conta outra vez!".
O pai estava numa cidade distante da aldeia a trabalhar e a mãe da Glória , sozinha, não aguentava contar todas as noites uma história. Por isso, a professora da aldeia ( que era mais organizada que o dicionário da escola) fez um horário em que todos os habitantes de lá teriam de contar uma história à menina em determinada noite.
As pessoas da aldeia contavam histórias diferentes de acordo com as suas preferências.
A dada altura, os contadores de histórias estavam exaustos devido a tantas noites sem dormir.
Um dia, a Glória recebeu, pelo correio, uma encomenda especial do seu pai: uma caixinha forrada com papel de seda azul com estrelas prateadas.
Ao abri-la viu uma Fadinha de Olhos Fechados deitada sobre algodão e um bilhete do pai. Nesse bilhete, o senhor Amílcar explicava à sua filha qual a função daquela fadinha. Era uma fadinha que devia ser colocada dentro da almofada para ficar invisível, e assim, iria sussurrar-lhe ao ouvido histórias ao longo das noites.
A Glória seguiu o conselho do pai e a partir da noite em que o fez, nunca mais necessitou que alguém estivesse ao seu lado a contar-lhe histórias.
Desse dia em diante, passou a contar ela os seus sonhos aos habitantes da aldeia, uma tarde por semana, na sua escola. As personagens dos seus sonhos, eram as pessoas da aldeia de acordo com as preferências que cada um revelou quando lhe contavam histórias.

4º Ano Turma B

Sem comentários:

Enviar um comentário